(Fotógrafa: Larissa Marcelo)
Com certeza, essa foi uma das melhores surpresas que eu tive
referente à leitura esse ano. Essa HQ autobiográfica vai retratar o drama, amor
e luta de uma mãe e um filho que são soropositivos e de um homem que os ama
incondicionalmente, essa história em quadrinhos é de Frederik Peeters, que nos
brindou com algo sensível e ao mesmo tempo com um toque de humor.
A vida sempre nos apresenta acontecimentos inusitados e
Frederik viveu isso quando Cati(esposa) lhe contou que era soropositiva e o
filho também, eis que um sentimento já havia se formado entre os dois e com
essa descoberta, ele não se afastou e acabou mergulhando em um relacionamento
recíproco.
Os dois aprenderam a cada dia como viver intensamente, mesmo
com as dúvidas de como iriam contar para a família, a reação dos seus amigos e
a vida sexual do casal. A convivência de Frederik com o filho de Cati é uma
crescente evolução de amizade e carinho. Vale ressaltar a forma que o autor
desenha os olhos dos personagens porque acaba passando um ar de aflição e
otimismo ao mesmo tempo.
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| (Fonte: jc.ne10.uol.com.br/blogs/cinehq) |
As descobertas sobre a doença são contadas de forma que
tanto o autor e o leitor se surpreendam a cada visita no consultório
médico. O autor faz crítica à falta de
informação que ainda é existente sobre o HIV e nos mostra a importância de
buscar esclarecimentos em assuntos tão delicados e também mescla o didatismo e
suavidade do assunto de forma que a leitura flui muito bem e quando percebemos,
a HQ já está no final.
Confesso, que quando terminei de ler esse quadrinho europeu,
acabei repetindo a leitura porque foi extremamente agradável. São narrativas como
essa que nos fazem refletir e aprender que realmente, a vida é bela e os
obstáculos podem ser vencidos com determinação e amor.

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