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Lendo uma matéria da superinteressante, na realidade vendo as frases de diretores sobre , duas de famosos diretores me chamaram a atenção compartilharei com vocês.

“Quanto mais velho eu fico, mais vejo os filmes como milagres. É difícil agradar o público se você só entregar efeitos especiais, mas é fácil se houver uma boa história. O público também é o crítico mais severo – uma boa história que existe no seu mundo pode não ser a preferida da audiência. Então eu só faço o melhor que eu posso”.
Steven Spielberg

“Quando as pessoas me perguntam se eu fui para a faculdade de cinema, eu digo “Não, eu fui ao cinema”. Filmes são a minha religião e Deus é meu patrono. Tenho a sorte de estar em uma posição em que não faço filmes para pagar minha piscina. Quando faço um filme, quero que ele seja tudo para mim, como se eu fosse morrer por ele”.

 Quentin Tarantino

Não tem como não ver nas palavras deles paixão, são horas e anos para planejar juntamente com redatores, atores, profissionais áudio visuais enfim é algo que passa para nossos olhos em pouco mais que duas a tres horas nas telonas; a magia e a realização final é o que motiva os diretores a levar sua visão ao público e trazer um pouco do que eles idealizaram ou vislumbraram, quando tem um filme que me chama atenção logo depois gosto de ver os por tras dos bastidores, e algo que recomendo a todos vocês verão como os mestre transformar ideias em arte.


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Em um Estados Unidos pós-apocalíptico, agora chamado Panem, temos a criação de uma nova civilização, organizada em 12 distritos e comandada pelo Capitol, uma espécie de estado central controlador e opressor dos demais estados.

A trilogia de livros Jogos vorazes e os filmes baseados nos livros fizeram um sucesso enorme entre o público infanto-juvenil, todo o enredo do livro já é bem conhecido, e uma personagem em especial chamou a atenção, principalmente das meninas, a personagem principal Katniss Everdeen, finalmente fomos presenteados com uma heroína tão impetuosa.
Comumente vemos uma enxurrada de heróis homens -com ou sem superpoderes- em revistas em quadrinhos, livros, séries de TV e filmes, as heroínas ainda são minoria, porém não deixam de serem marcantes, e o grande sucesso de jogos vorazes, é porque as meninas se sentem representadas pela Katniss, que é uma garota forte, protetora que cuida da mãe e da irmã e faz de tudo para mantê-las seguras e vivas.
Para proteger a irmã ela se voluntaria como tributo para os jogos vorazes- que é uma forma que o Capitol encontrou para manter a população sobre controle através do medo e evitar levantes rebeldes, fazendo 22 tributos lutarem até a morte. Em meio ao cruel evento, surge o romance entre Katniss e Peeta que é o outro tributo do mesmo distrito da garota. A melhor parte é que a autora Suzane Collins cria um romance entre o casal, porém sem fragilizar a garota.
O fato de a garota ser obrigada a participar de um jogo cruel onde ela tem que lutar com outros tributos até a morte, seria um bom motivo para a garota precisar ser forte, porém a autora deu a ela uma personalidade intensa que já mostrava que a jovem era forte, antes mesmo de ter que participar dos jogos vorazes.
E em sua busca por sobrevivência durante os jogos vemos um lado humano muito belo na garota, que no início é retratada com uma personalidade fria e desconfiada, mas quando os jogos a colocam no seu limite vemos uma Katniss protetora ao cuidar de Rue e Peeta.
As mulheres não são todas iguais, não pensam e nem agem iguais e por isso há a procura na literatura e em outras formas de entretenimento, que mostrem as mais diversas faces da mulher, e que se adequem as estruturas sociais atuais, fazendo jus aos movimentos feministas que buscam direito e igualdade entre mulheres e homens. Toda a história do livro é muito bela e envolvente, sem superficialidade ou clichês, além de todo o espirito de rebeldia do livro ser motivador.

Amazon_graficnovelCoraline
“Coraline” foi um livro originalmente criado por Neil Gaiman em 2002, um dos mestres das narrativas gráficas, ganhou diversos prêmios no ano de 2003. Em 2008 foi feita uma adaptação para os quadrinhos por Craig Russell, mas ele não deixou a desejar e soube fazer uma ótima adaptação.
Craig Russell trabalhou com Gaiman na aclamada série de quadrinhos “Sandman”, sendo a HQ com maior número de prêmios da história. O roteiro e as ilustrações da HQ “Coraline” ficaram na responsabilidade de Russell, Gaiman não se envolveu muito na adaptação porque sempre confiou na qualidade de Craig e com certeza fez um trabalho gráfico muito bom, se preocupando nos mínimos detalhes como na construção dos balões com o um tom sombrio, o que acaba realçando o suspense da leitura.

A história começa com Coraline se mudando com seus pais para uma nova casa, porém, como uma desconhecida na maioria das vezes por conta de não ter se adaptado ainda, ela começa a sentir um grande tédio e começa a explorar todos os cantos da casa e região. Ela encontra uma porta, porém é uma simples porta com um muro, o que a deixa decepcionada. Na mesma noite ela tem um pesadelo sobre a porta do muro e começa a ouvir diversos ruídos pela casa.

No dia seguinte é quando começa a aventura e terror, pois Coraline decide reabrir a porta e descobre um novo mundo onde seus pais não são mais os mesmos e ainda possuem botões no lugar dos olhos. Sua “outra” mãe a trata muito bem e por mais que pareça estar tudo no mesmo lugar, Coraline decide voltar para o sua verdadeira casa onde percebe que seus pais sumiram e decide voltar ao “outro” mundo para recuperar seus verdadeiros pais, eis que Coraline terá que enfrentar sua “outra” mãe em um jogo aterrorizante e se ela perder terá que substituir seus olhos por botões e nunca mais irá voltar para casa.

Neil Gaiman criou um mundo fantástico. Essa HQ é considerada infanto-juvenil, mas acaba despertando muitos medos porque se trata de um terror psicológico e a HQ tem uma narrativa bem fluída e com diálogos muito interessantes “Porque quando você tem medo e faz mesmo assim, isso sim é CORAGEM”. O trabalho editorial da editora Rocco está sensacional, pois utilizou papel revista, dando um brilho a mais nas ilustrações maravilhosas de Craig Russell.

Essa é uma leitura para todas as idades, pois trás um universo de muita imaginação como em “Alice no país das maravilhas”, a diferença é que existem muitas passagens sinistras como Coraline assistindo um show de humanos para cachorros, essa foi uma parte muito tensa. Bom, eis mais uma indicação de uma leitura incrível, mostrando que nunca existirão limites para a imaginação.

Brasil: país formado pela miscigenação das raças, diferentes crenças, diferentes costumes culinários e vestimentas, diversidade climática... São tantas coisas que se fosse abordar isso agora faltaria espaço(rs). 


A música brasileira é uma das maiores fontes de expressão e, também foi e ainda é formada por toda essa mistura, e nossa cultura musical segue composta por diversos ritmos, desde o rock até o axé, do pop ao forró, do sertanejo ao funk, do rap ao gospel, do pagode ao reggae, da MPB ao brega, e uma infinidade mais de ritmos caracterizados por cada região ao longo dos tempos.


Toda essa diversidade faz com que o nosso país se torne ainda mais rico no aspecto cultural, e tem espaço para todos os gostos, e isso necessita ser respeitado. Músicas fazem com que se possa ter um melhor entendimento das nossas raízes, e não devemos deixar toda essa pluralidade se extinguir.

"A música é o tipo de arte mais perfeita: nunca revela o seu último segredo." Oscar Wilde






O espetáculo PÉSSIMA INFLUÊNCIA foi escrito, produzido e apresentado pelo comediante Rafael Bastos Hocsman (conhecido como Rafinha Bastos) no teatro Bradesco em São Paulo. Péssima influência é o espetáculo que sucede A arte do insulto, também do polemico Rafinha Bastos, piadas, brincadeiras, interatividade e muita sagacidade fazem parte desta peça que faz com que os espectadores dêem risadas e fiquem sempre na expectativa de algo novo.
A linha entre a comedia e a ofensa é uma linha muito tênue, frágil e delicada, neste espetáculo pude entender o por que de os comediantes tais como Rafael Bastos serem tão processados. Piadas com outros artistas,  com negros, judeus, instituições de caridade, com estados,com brancos, com portadores de necessidades especiais, são “normais” e apresentadas durante todo o espetáculo, esta aí o grande problema, para algumas pessoas o que pode ser considerado uma simples e inofensiva piada, para outras pode ser ofensivo e ate mesmo uma agressão verbal, como por exemplo a seguinte piada “... algumas pessoas são contra o estupro, outras são padres...” ou ainda “... você nunca vai ver um índio inteligente por que eles conseguiram a incrível façanha de serem sacaneados pelos portugueses...”, em certo momento o humorista cita que fala o que como piada infelizmente vira contra si mesmo pois essa é a questão que trata do emissor, o veiculo e o receptor e dependo da compreensão deste terceiro agente, a resposta ou feedback pode vir de variadas maneiras.

 Um ótimo espetáculo para se divertir desde que vá mentalmente preparado para ouvir de tudo desde simples piadas até conceitos e estereótipos enraizados em nossa cultura. Ao refletir tenho a impressão de que realmente o preconceito pode sim, estar dentro de cada pessoa que reage de diferentes formas de acordo com o que lhe afeta.

A cada livro da Paula Pimenta que eu leio, fico mais apaixonada. Com Cinderela Pop não foi diferente. A escritora nos apresenta uma princesa da vida real, que tem que ir pra escola, que tem problemas familiares e com um coração que não quer mais se apaixonar.
Cíntia Dorella é uma adolescente que mora com os pais e tem a vida dos sonhos. Sua mãe é um pouco ausente, está sempre viajando por trabalhar com arqueologia, mas tem um pai muito compreensível e atencioso. Pelo menos é o que achava, até o dia em que flagrou o pai e a secretária, ou secretina, trancados no quarto.
Como se não bastasse, sua mãe recebeu uma oferta para morar dois anos no Japão e a Cíntia foi morar com a tia. O pior de tudo é que, não foi só a mãe da Cíntia que ficou com o coração partido, ela também ficou. Ela não acredita mais no amor, costumava ser uma menina sonhadora e romântica, hoje em dia não é mais. E pra piorar, seu pai se casou com a tal piriguete e ainda “adotou” as filhas gêmeas da mulher.
Seu único refúgio foi a música. Um dia enquanto ouvia música no seu celular, o namorado da tia Helena, o Rafa, perguntou o que ela estava ouvindo e ao ver como ela tinha um bom gosto, perguntou se não gostaria de aprender a mixar. Logo de cara a Cíntia amou e se saiu super bem, como o Rafa tem uma companhia, convidou ela pra tocar em algumas festas. E assim ela conseguiu seu primeiro emprego.
Por conta de alguns alunos, a diretora do colégio resolveu barrar o uso do celular. Porém a Cíntia não poderia ficar sem, pois, por conta do fuso, o único horário que conseguia falar com a mãe era no intervalo. Por isso, assim que chegou em casa correu e ligou pro seu pai, que ela ignorava desde o ocorrido, para pedir que ele interviesse nessa decisão da diretora. Ele prontamente atendeu ao pedido da filha, mas, desde que ela fizesse algo em troca. Comparecesse no aniversário de 15 anos das “irmãs” dela, como ele amava falar. Com muito custo, ela aceitou. O que Cíntia não sabia é que uma simples festa poderia mudar sua vida.
O que eu amo nos livros da Paula é todo esse drama adolescente, sempre tem um probleminha que vira um problemão. Porém em Cinderela Pop, é um pouquinho pesado. Cíntia sofre muito com a madrasta, mas pra aquecer nossos corações sua fada madrinha é sua própria mãe.
O seu “príncipe encantado” é um amorzinho. Ele é um cantor amado por todas as adolescentes do Brasil. Me lembrou muito o Justin Bieber, pois em uma parte do show do Fred Prince, ele chama uma fã pra dançar juntinho com ele no palco. Muito fofo.
Espero que vocês tenham gostado! Se tiverem alguma sugestão de livros para resenhar, deixem nos comentários.
Beijos <3
Nota do autor: Resultado de imagem para 5 estrelinhas

Foto: Larissa Marcelo


Gregorio Duvivier é uma pessoa multitarefa é escritor, cronista, ator, humorista e roteirista, ele ficou muito conhecido por ser roteirista e ator da web série Porta dos fundos, porém aqui falarei do Gregorio escritor, ele é poeta e cronista, já escreveu o livro de poesias A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora (2008) e ligue os pontos (2013), escreve crônicas para o jornal Folha de São Paulo, no entanto esta resenha é sobre seu livro de crônicas Put some farofa.

A crônica é um tipo de texto que relata acontecimentos cotidianos, são textos pequenos que possuem poucos personagens e eles são personagens comuns, que trabalham, amam, brigam, tem medos, sentimentos e etc. Este livro reúne crônicas dos mais variados assuntos, situações diversas e talvez isso explique o nome do livro put some farofa, no livro tem crônicas ficcionais e pessoais da vida do Gregorio.

São textos criativos, escritos de forma extraordinária, como já no início, a primeira crônica, Mas antes, onde a passagem da briga de um casal é contada do final da briga para o início dela, ao ler a sensação é de ver um filme sendo rebobinado. No entanto o que me surpreendeu foi encontrar textos que são escritos de uma forma não tão convencional. Além conter histórias que nos fascinam e emocionam. 

Gregorio é um autor que explora ao máximo a escrita, o meio em que vive, as suas próprias experiências a sociedade como um todo para escrever as suas crônicas e possui uma escrita muito atual, usando uma linguagem informal, simples e fácil de assimilar tornando a leitura mais prática, pois se trata de uma linguagem que usamos no dia-a-dia, em crônicas que relatam o cotidiano.

As crônicas do Gregorio Duvivier retratam nossa sociedade de uma forma atual, abordando assuntos comuns em nossas vidas nos dias de hoje, como por exemplo a influência que as redes sociais e as novas tecnologias exercem sobre os relacionamentos amorosos e a forma como nos socializamos, suas crônicas são divertidas, engraçada, porém cheias de crítica social de forma inteligente, bem construídas e argumentadas,  que nos faz refletir sobre muitos assuntos que estão acontecendo atualmente e ao qual vivenciamos.


Esse daquele tipo de livro que se lê rapidinho porque é muito difícil parar de lê-lo, dá sempre vontade de ler mais um pouco, a leitura flui rapidamente, por ter crônicas engraçadas, com uma linguagem coloquial e o principal são interessantíssimas. Ele é ótimo para quem não tem muita “intimidade” com crônicas mas quer começar a lê-las, pra quem já lê e adora ou pra quem não lê nada e decidiu ler alguma coisa interessante, mas que não seja chato, para ser mais especifica vale muito a pena ler.