Resenha O menino dos fantoches de Varsóvia

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No livro da escritora Inglesa Eva Weaver, se passa durante a segunda guerra mundial, especificamente em Varsóvia na Polônia, narrando a história do menino judeu Mikhail Hernsteyn que vê sua vida mudar drasticamente ao ser obrigado a ir com sua família para o gueto- Distrito de casas em Varsóvia destinados apenas para judeus- e em meio ao caos,  os fantoches se tornam a "salvação" de Mika.
O livro já se inicia com Mika e seu neto no ano de 2009, toda a história narrada durante a segunda guerra mundial é um flashback do personagem, mesmo já sabendo o desfecho do personagem principal todo o enredo do livro é empolgante. Mika é um personagem sólido, foi bem desenvolvido pela autora, que conseguiu destacar com clareza os sentimentos do personagem perante a toda tragédia ao qual ele e todos os judeus do gueto foram submetidos.
A habilidade de manipular fantoches poderia ter sido o diferencial do personagem principal, mas conforme avança o livro veremos que outros personagem também utilizarão do mesmo método de "distração", todavia a atuação de Mika com os fantoches em nenhum momento é ofuscada.
Os fantoches tem um papel que vai além descontrair, eles acabam se tornando um catalisador motivacional para os personagens no livro. Em meio a conversa dos personagens com o príncipe, o fantoche é quem incita, motiva os personagens a continuar a lutar por sobrevivência. A autora de forma sutil e subjetiva humanizou os fantoches sem ter a necessidade de ter dado vida a eles.
Nota-se certo apelo emocional usado pela autora ao destacar e dar ênfase nas crianças do gueto, sendo que, o próprio personagem principal no início da história é uma criança. A autora desenvolveu muito bem as crianças judias que tem contato com Mika no decorrer da história, porém os adultos - com exceção da família de Mika e Max- com quem ele teve contato são descrito de forma rápida e vaga.
Algo interessante no livro é o holocausto ser retratado sobre o ponto de vista de ambos os lados  com a entrada da narrativa do soldado Max, na segunda parte do livro, que acontece quando ocorre a derrota da Tríplice  Aliança, e o soldado é condenado a cumprir prisão na Sibéria. Os soldados nazistas  são vistos como os grandes vilões da segunda guerra mundial e a narrativa de Max é com a intenção de desmistificar essa imagem, mostrando como muitos soldados foram manipulados pela "máquina nazista".O livro vale a pena ser lido, não é de grande utilidade para fins acadêmicos, é uma história mais lúdica, mas emocionante e envolvente.
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